sábado, 5 de fevereiro de 2011

A HISTÓRIA


Introdução
Fovismo ou Fauvismo, do francês Les fauves (“As bestas selvagens”), é uma corrente artística do início do século XX, que se situa entre 1901 e 1906, associada à pintura caracterizada pela busca da máxima expressão pictórica.

Características
O Fauvismo, movimento principalmente francês, tem como características marcantes a simplificação das formas, o estudo do uso das cores, e uma elevada redução do nível de graduação das cores utilizadas nas obras. Os seus temas eram leves, retratando emoções e a alegria de viver e não tendo intenção crítica. A cor passou a ser utilizada para delimitar planos, criando a perspectiva e modelando o volume. Tornou-se também totalmente independente do real, já que não era importante a concordância das cores com objecto representado, e sendo responsável pela expressividade das obras.


Principais Intervenientes
Paul GauguinVan GoghGeorges BraqueAndre DerainJean Puy ePaul Cézanne e Henri Matisse, tendo este último encabeçado o grupo de fauvistas.

Origem do Nome
O nome desta corrente deve-se a Louis Vauxcelles que apelidou os artistas numa exposição como “Les Fauves” no Salon d'Automne, pois havia ali a estátua convencional de um menino rodeada de pinturas neste novo estilo, o que o levou a dizer que aquilo lhe lembrava umDonatello entre as feras. Este título inicialmente com o carácter depreciativo manteve-se. Este grupo de pintores escandalizou, então, os contemporâneos, ao utilizar nos seus quadros cores violentas, de forma arbitrária.
Fauvismo

A passagem do século viu surgir uma nova arte, que foi buscar lições no oriente,afastando-se, de certa forma, das tradições ocidentais, com as gravuras japonesas desprovidas de detalhes e de modelações, alcançando em audaciosa simplificação um resultado impressionante. Na arquitectura, houve o encontro de novas formas, quando a utilização das estruturas metálicas "tornou possível alcançar extraordinária leveza plástica e uma até então inconcebível liberdade de formas. Por muito tempo, alguns arquitectos ainda pregaram ornatos nas peças limpas de ferro; depois isso se tornou algo tão fútil como simples enfeites". Expande-se, tornando-se um movimento de caráter universal, assumindo conotações vernaculizares na França ( Art - Nouveau ), na Alemanha ( Jungdstil ), na Áustria ( Secessão ), na Espanha ( Movimento Juvenil ), na Itália ( Estilo Floreale ).

Ao começar o século XX, as primeiras décadas assistiram a evoluções nas artes plásticas cuja profundidade o mundo jamais havia experimentado.

Apesar de todas as rupturas acontecidas anteriormente, toda a preocupação dos artistas do passado era interpretar a realidade e representá-la da melhor maneira possível. Até mesmo os bizantinos, com toda a simplificação e simbologia dos ícones, haviam intencionado obter a sua representação de modo compreensível.

A arte representativa denominou-se mimética (do grego mimesis, "imitação"), enquanto as manifestações artísticas não-representativas, surgidas no século XX, enquadraram-se dentro do nome genérico de movimento de vanguarda. E no bojo dessa última, surgiram transformações que se reflectiram na pintura e na escultura, não somente pela escolha dos temas, até então, de preferência históricos, bíblicos ou mitológicos, como no tratamento, nas cores, nas proporções. A temática agora era livre, desde que agradasse ao artista que também livremente empregava cores inesperadas, fazia experiências científicas com as tintas e podia exagerar o quanto quisesse nas suas criações. Voluntariamente, ora eles distorciam as formas, ora as cores. Enquanto o cubismo, por exemplo, concentrava suas pesquisas na forma ignorando a cor, o Fauvismo, que surgiu quase ao mesmo tempo, utilizava as cores puras sem misturá-las ou medelá-las.

Os painéis de manifestações artística, apresentado a seguir, focam os elementos contrastantes com a obra "mimética" de tantos artistas como Murillo la Greca, que se expressaram durante séculos de estilos diversos e com conotações pessoais mas dentro sempre de uma linguagem comum de representar o observado tal qual se vê.·
O primeiro movimento de vanguarda que mudou a face da arte europeia, entre a virada do século XX e a Primeira Guerra Mundial, foi o Fauvismo, baseado no uso intenso de cores brilhante, puras, sem matizes. O nome "Fauves" ( feras, selvagens), em francês, foi bem aplicado àqueles artistas pela forma desinibida com que usaram as cores, liberando-as de seu papel descritivo. Em suas obras, as figuras são apenas sugeridas, não representadas como existem na natureza. O Fauvismo atingiu o seu apogeu em 1905, sob influência de Van Gogh e Paul Gauguin, quando seus artistas abandonaram a habilidade superficial de uma arte muito refinada, passando a ser directos e francos em sua expressão, com o uso de cores intensas e de audaciosas harmonias.
As suas composições frenéticas e suas cores vivas, às vezes saídas directamente dos tubos de tinta, exaltavam o instinto ao invés da razão. O grupo dos Fauves, era composto por Henri Matisse, Maurice Vlamink e Andrè Derain.


Características do Fauvismo:

 
• Uso predominante da cor única por objecto
• Pintura com contornos definidos
• Cores arbitrárias
• Simplificação das figuras
• Os objectos representados são menos importante do que a forma de representa-los
• Cores puras e sem misturas



Conclusão

Entre 1901 e 1906, houve em Paris várias exposições abrangentes que, pela primeira vez, tornavam bastante visíveis obras de Van Gogh, Gauguin e Cézanne. Para os pintores que viram as realizações desses grandes artistas, o efeito foi uma libertação, e eles começaram a fazer experiências com estilos novos e radicais. O fauvismo foi o primeiro movimento desse período moderno, no qual a cor reinou suprema.
O fauvismo foi um fenómeno de vida curta, durando apenas pelo tempo em que seu iniciador, Henri Matisse (1869 – 1954), lutou para encontrar a liberdade artística que precisava. Matisse teve de fazer a cor servir sua arte, tal como Gauguin precisara pintar as areias de rosa para expressar uma emoção. Os fauvistas acreditavam inteiramente na cor como força emocional. Com Matisse e seus amigos Vlaminck e Derain, a cor perdeu as qualidades descritivas e tornou-se luminosa, criando a luz em vez de imitá-la. Esses pintores pasmaram o Salon d’Automme (Salão de Outono) de 1905; após ter visto suas audaciosas telas a rodear a escultura convencional de um menino, o crítico Louis Vauxcelles observou que aquilo fazia lembrar um Donatello “parmi lês fauves” (“entre as feras”).


  
A liberdade pitoresca dos fauvistas e o uso expressivo que faziam da cor era magnífica comprovação de que haviam estudado com inteligência a obra de Van Gogh. Mas a arte deles parecia mais atrevida do que qualquer coisa vista até então.
Durante a sua breve prosperidade, o fauvismo teve alguns aspectos notáveis, entre eles Dufy, Rouault e Braque. Maurice de Vlaminck (1876 – 1958) tinha um quê de fera, pelo menos no vigor sombrio de seus humores: mesmo que O rio pareça em paz, sentimos uma tempestade aproximar-se. Proclamando-se um “primitivo”, não dava atenção à fartura artística do Louvre e colecionava máscaras africanas, tão importantes para a arte de começos do século XX.
 

Com a idade, André Derain (1880 – 1954) conteria seu ardor até atingir a calma clássica. Mas antes, em seu período fauvista, também mostrou uma veemência primitiva; A ponte de Charing Cross, por exemplo, atravessa uma Londres estranhamente tropical. Em certa época, Derain dividiu um atelier com Vlaminck, e O rio e A ponte de Charing Cross parecem compartilhar uma força vibrante: ambas revelam uso desinibido da cor e da forma, um deleite com o mero feitio das coisas, o que pode não ser arte profunda, mas sem dúvida oferece prazer visual.

Bibliografia

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